Go Green Brazil http://gogreenbrazil.com Adventure Travel Agency Brazil Tue, 28 Apr 2020 17:56:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.4 http://gogreenbrazil.com/wp-content/uploads/2019/04/cropped-logo-gogreen-32x32.png Go Green Brazil http://gogreenbrazil.com 32 32 Prepare-se para as tendências: o turismo pós-pandemia aponta para os destinos de natureza no Brasil http://gogreenbrazil.com/pt/prepare-se-para-as-tendencias-o-turismo-pos-pandemia-aponta-para-os-destinos-de-natureza-no-brasil/ http://gogreenbrazil.com/pt/prepare-se-para-as-tendencias-o-turismo-pos-pandemia-aponta-para-os-destinos-de-natureza-no-brasil/#comments Wed, 22 Apr 2020 22:43:35 +0000 http://gogreenbrazil.com/?p=211915 Como as tendências fortalecem o turismo de natureza no Brasil?
Quais estratégias já podem ser colocadas em ação?
Como se preparar para aproveitar a atenção que o segmento receberá?

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Como as tendências fortalecem o turismo de natureza no Brasil?

Quais estratégias já podem ser colocadas em ação?

Como se preparar para aproveitar a atenção que o segmento receberá?

Tempo de leitura: 10 min.

Diante das tendências apontadas para o turismo, um dos setores mais atingidos pela pandemia do Covid-19 no mundo, fica claro que é chegada a hora de nos preparar para a reestruturação do mercado e agir com positividade em relação à chance de “trocar o pneu do carro parado”, um movimento quase impensável para uma indústria que opera 24 horas e não possui estoque de vendas.

Com baixa escolaridade e grande desigualdade, tempos difíceis de reestabelecimento se aproximam do Brasil. Longe de termos todas as respostas para a avalanche de perguntas que surgiu com o novo coronavirus, podemos discutir estratégias e pensar em melhorias para um setor que tem enorme potencial de geração de empregos e movimentação da economia brasileira: o turismo de natureza.

A Organização Mundial do Turismo (OMT) emitiu chamado para que as lideranças internacionais incluam o turismo como prioridade em seus esforços de recuperação econômica pós-pandemia. O turismo de natureza, há muito tempo negligenciado pelo poder público brasileiro, se mostra como uma ferramenta útil em curto prazo, utilizando o que o Brasil tem de melhor: sua natureza e a cultura de um povo resiliente e alegre, para reconstituir e melhorar a teia socioeconômica do país.

Aos empresários do setor, é hora de observar a oportunidade de utilizar as linhas de crédito abertas, para além de salvar o seu negócio, investir acertadamente e em conjunto. Realizar reformulações, incentivar a capacitação de funcionários, reunir-se com os outros empresários para trocar experiências e desenhar cenários. Fazer tudo o que sempre faltou tempo e recursos financeiros para fazer. Ter essa visão agora nos livrará do desespero de meses sem operar e vender, nos colocando adiante, numa situação capaz de reverter todas as perdas do atual momento.

Conforme apontam especialistas do setor, o caminho para micro e pequenas empresas que geram milhões de empregos no país, é atender as novas demandas dos viajantes brasileiros e estrangeiros e as principais tendências das viagens no pós-pandemia. E o melhor, as tendências apontam para o fortalecimento do turismo de natureza dos interiores do Brasil e unidades de conservação. A seguir, discutimos seis dessas tendências.

    1. Consumo e sustentabilidade: a mudança nas motivações de viagem

Foto: Amana Jornadas

Como apontado no jornal El Pais, “a pandemia antecipa mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação à distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social”.

Jean-Claude Razel, ex-presidente da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura) e CEO da Alaya Expedições em Brotas/SP, destaca o comportamento do novo viajante pós-pandemia como “um segmento da economia da educação: viajar não para ticar a lista dos locais para visitar antes de morrer, mas sim para aprender como manobrar um barco a vela, fazer pão, aprimorar a busca espiritual”, entre outras experiências. Buscas que podem ser encontradas de forma abundante nos destinos de natureza no Brasil.

O consumismo saiu de “moda” e isso é uma grande oportunidade para o turismo de natureza. Os destinos que oferecem vivências culturais em ambiente natural, com grande impacto regional na conservação da natureza e sobrevivência de famílias em situação social vulnerável, serão valorizados. Será a chance das empresas que trabalham nessa tendência de se destacarem e ganharem a escolha dos clientes.

 

    2. Receio de locais com aglomerações

Foto: Pegada Ecoturismo – Lençois Maranhenses

Com vivências em locais amplos a céu aberto e tudo o que envolve uma vida saudável (ar puro, água limpa, exercícios físicos e contato com a natureza) os destinos de turismo de natureza oferecem tudo que o novo viajante busca. Atende ainda diferentes propostas para quem deseja viajar com crianças, em pares ou pequenos grupos.

Com as novas motivações de viagem e a tendência a evitar atrativos famosos em cidades com aglomerações, a tendência aponta mais uma seta no caminho dos destinos de natureza no Brasil.

3. Público A: os primeiros a voltar a viajar

Foto: Thais Antunes – Mirante do Gavião Amazon Lodge

As perdas de vidas terão um impacto considerável nas viagens. Pessoas que sofrem a partida de familiares próximos, geralmente, deixam de viajar. Tais situações são muito mais significativas e incomparáveis às perdas financeiras, estendendo ainda mais o prazo para a retomada das viagens. Outros inúmeros fatores contribuem para o distanciamento da retomada das viagens, como equipamentos turísticos que forem à falência, fronteiras fechadas e a segurança da baixa contaminação, para mencionar alguns.

Mas quando, eventualmente, acontecer a retomada das viagens, essas serão realizadas pela camada socioeconômica menos atingida financeiramente pela pandemia. Pessoas que não perderam seus empregos ou que possuem empresas com saúde financeira suficiente para passar pela crise, além dos empresários que aproveitaram oportunidades e tiveram seus negócios potencializados nessa situação.

Pensando nisso, os destinos de natureza devem se estruturar para atrair essa demanda e criar estratégias para as empresas que atendem outros públicos. Pousadas, agências receptivas e atrativos que puderem investir os empréstimos para elevar sua categoria, com certeza estarão mais propensos a receber a atenção do público A. É um cenário que se faz necessário vender para quem pode comprar primeiro e depois estruturar estratégias para outros segmentos, como veremos adiante.

 

  • 4. Restrições em aeroportos e fronteiras: as novas regras nos países
  • Foto: Agência Brasil

    Razel destaca ainda a preocupação com a segurança como fator fundamental nas relações turísticas no pós-pandemia. Assim como o 11 de Setembro mudou para sempre a segurança dos aeroportos, vamos assistir a uma nova onda na segurança sanitária de locais de grande circulação de pessoas, ambientes fechados e principalmente nas fronteiras dos países.

    Podemos esperar uma reabertura cautelosa e novos lockdowns nos próximos meses. Além de maiores restrições de vistos e processos de entrada. É prudente considerar que será aumentada em horas a antecedência para chegar aos aeroportos, o suficiente para passar por todos os novos processos. Tais fatores afetarão diretamente as decisões dos viajantes pelos seus destinos.

    Além disso, os países precisam de políticas de reestruturação da economia interna e viajar para fora é levar dinheiro para circular em outros países, enquanto viajar para destinos nacionais é fazer o dinheiro rodar e fortalecer a economia do seu país. Esses aspectos fazem com que as viagens internas estejam em grande evidência.

    Sorte a nossa termos um país tão grande e diverso para aproveitar e mais um ponto para o fortalecimento do turismo de natureza no Brasil, que precisa agarrar a oportunidade para se estabelecer em longo prazo.

     

  • 5. Viagens regionais, com carro próprio e motor homes
  • Foto: Globo G1

    Com viajantes pensando em evitar aeroportos e a instabilidade das companhias aéreas, em que não se sabe ao certo se os preços vão aumentar ou diminuir, a tendência aponta para o crescimento das viagens regionais.

    Os deslocamentos realizados em veículos próprios e até com motor homes, modalidade ainda pouco explorada no Brasil, devem crescer e o mercado deve estar preparado para receber e incentivar esses viajantes.

    Voltando às estratégias de gestão para movimentar outros segmentos além do público A, viajantes com motor homes são essencialmente importantes para bares, restaurantes e alguns equipamentos turísticos. Esses viajantes não costumam gastar com hospedagem e transportes, mas participam diretamente no consumo em lojas, restaurantes, mercados, agências receptivas e atrativos.

    Seria uma estratégia promissora na gestão pública de destinos no Brasil investir em pontos de apoio para motor homes (estações de saneamento, reabastecimento e estacionamento) e reivindicar junto aos governos estaduais e federal a melhoria nas estradas.

    Outro ponto de estratégia de gestão pública para movimentar outros segmentos além dos que atendem o público A, é a estruturação de parques (Nacionais, Estaduais e Municipais) para serem autoguiados (com sinalização e manejo adequados), podendo atrair públicos interessados em gastar menos nas atividades de lazer, mas que movimentam hospedagens de categoria econômica.

     

    1. Segurança sanitária: a extrema preocupação com a limpeza

    Foto: Revista Hoteis

    O professor de Negócios da Universidade Cornell Hotel Escola em Ithaca, Nova York/EUA, Christopher Anderson, em entrevista para a CNN Travel, destaca que os clientes se sentirão mais seguros em escolher hospedagens com padrões de limpeza rigorosos do que se arriscar em alternativas como o Air BnB.

    Muitos procedimentos devem ser pensados para a hotelaria como a implantação de novos processos de limpeza, o treinamento da equipe para as regras sanitárias e soluções inovadoras como a higienização por ozônio, que garante segurança de limpeza de microorganismos a cada troca de usuário.

    O advogado Felipe Faria esclarece que o meio de hospedagem deve seguir as normas sanitárias vigentes, podendo, caso necessário, negar a prestação de serviços para quem descumprir as determinações dos órgãos governamentais de saúde. Por exemplo, um hóspede que se recuse a atender os protocolos de segurança sanitária, não respeitando distanciamento social adequado em relação aos outros hóspedes ou não cumprindo a etiqueta de tossir e espirrar cobrindo o rosto, pode, em tese, ser convidado a se retirar. Qualquer estabelecimento comercial – como meios de hospedagem – deve zelar pela saúde de seus clientes, sob pena de cassação de suas licenças de funcionamento e responsabilização penal (crime contra a saúde pública).

    Outra estratégia que as hospedagens brasileiras devem considerar é a ampliação dos períodos disponíveis para reservas (com tarifários estabelecidos). Provavelmente muitas pessoas já estejam pensando em suas viagens em 2021 e a disponibilidade com políticas mais flexíveis de cancelamento e remarcação, será importante na escolha do cliente.

    Comunicar tais procedimentos também é fundamental. Todas essas mudanças influenciarão diretamente em reformulações de planejamento, ampliação na quantidade de funcionários, aumento de produtos de limpeza (inclusive disponibilizados em áreas sociais, como álcool gel), entre outras necessidades que vieram para ficar.

    Estudos do Ministério do Meio Ambiente, na Cartilha do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) do ICMBio, 2011, apontam que “a visitação nos Parques Nacionais do Brasil tem potencial para gerar entre 1,6 e 1,8 bilhões de reais por ano”. O setor que pode se tornar uma grande potência econômica no país, gerando empregos, valorizando culturas locais e contribuindo na conservação da natureza se encontra no momento ideal de incentivo. É chegada a hora de internalizar as mudanças o quanto antes e agir em conjunto, na estruturação do turismo de natureza no Brasil, por um país que mostra suas riquezas naturais com orgulho e preservação, respondendo à crise da pandemia do Covid-19 de forma sustentável.

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    ESPECIAL AMAZÔNIA 4/4: O QUE PODEMOS FAZER PARA AJUDAR A SALVAR A AMAZÔNIA http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-4-4-o-que-podemos-fazer-para-ajudar-a-salvar-a-amazonia/ http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-4-4-o-que-podemos-fazer-para-ajudar-a-salvar-a-amazonia/#respond Tue, 01 Oct 2019 20:41:29 +0000 http://gogreenbrazil.com/?p=211709 Quais ações efetivas podemos fazer para ajudar a salvar a Amazônia? O que precisamos saber para poder fazer a diferença? Em nosso primeiro post da série Especial Amazônia explicamos a Amazônia brasileira em números, apontando que não podemos ignorar nossa responsabilidade sobre a maior floresta tropical do mundo e continuamos explicando sobre as 7 principais […]

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    Quais ações efetivas podemos fazer para ajudar a salvar a Amazônia?

    O que precisamos saber para poder fazer a diferença?

    Em nosso primeiro post da série Especial Amazônia explicamos a Amazônia brasileira em números, apontando que não podemos ignorar nossa responsabilidade sobre a maior floresta tropical do mundo e continuamos explicando sobre as 7 principais ameaças à Amazônia e quais são as indústrias por trás de seu desmatamento, no segundo post da série. Em seguida, trouxemos alguns exemplos e experiências sobre projetos sérios e ONGs que lutam para manter seus projetos em andamento para a educação de crianças e geração de empregos em áreas remotas.

    Neste post, levantamos três ações reais que estão sob nossas capacidades, para começar a ajudar e cuidar da Amazônia hoje! Mas não deixe de ler os artigos anteriores para compreender melhor a importância das ações destacadas abaixo.

    – Compre produtos e artesanatos das comunidades. São vários alimentos que são produzidos e que geram empregos e renda em regiões remotas da Amazônia. O apoio na compra desses produtos é fundamental para que as famílias não precisem trabalhar em atividades ilegais. Alguns exemplos são a pimenta das mulheres indígenas da etnia Baniwa, os cogumelos Yanomami, os chocolates da marca Nakau que reúne produtores orgânicos de cacau, as castanhas do Rio Unini das comunidades do Parque Nacional do Jaú, os artesanatos com o látex da seringueira das comunidades do Rio Tapajós e as biojóias e objetos feitos com madeira nativa, entre muitos outros produtos de qualidade e que precisam do seu apoio para oferecerem condições de sustentabilidade econômica e valorização cultural das comunidades da Amazônia.

    – Apoie projetos sérios e ONGs que atuem em causas que você acredita. Como os exemplos citados, a Escola VivAmazônia, que atua diretamente na educação de crianças ribeirinhas e a Fundação Almerinda Malaquias, que atua na educação ambiental de crianças e na profissionalização por meio do artesanato em marchetaria de adultos, são apoiadas pelo Lodge Mirante do Gavião, em Novo Airão, 180km de Manaus. Mas existem muitos outros projetos e trabalhos sérios que são conduzidos na Amazônia e que precisam de doações para continuarem mudando vidas.

    – Viaje para a Amazônia! Reúna seus familiares e amigos, faça uma expedição de barco inesquecível. Conheça a realidade local e contribua com a geração de empregos e renda que o turismo proporciona. Segundo o professor Ralf Buckley, da Universidade de Griffith, na Australia, autor de diversos livros sobre ecoturismo no mundo, “o turismo ainda não possui escala econômica ou poder político para substituir o desmatamento em massa, que é a razão dos incêndios (…) mas, uma vez estabelecido, o turismo é muito maior do que a indústria madeireira, agrícola ou de mineração em termos de escala econômica e geração de empregos”. O turismo movimenta uma série de atividades diretas e indiretas que geram diversos empregos, desde o transporte, hotelaria, restaurantes, até a condução em trilhas e a recepção de visitantes nas comunidades. Ao viajar para a Amazônia, você contribui com cada família que depende dessa renda deixada na região e ainda volta cheio de histórias para contar sobre esse lugar especial do nosso planeta.

    Então, quando você se perguntar o que pode fazer para ajudar a salvar a maior floresta tropical do mundo, para que ela permaneça fazendo a sua parte na regulação climática do nosso planeta e para que cada vez mais pesquisadores possam encontrar respostas e os conhecimentos científicos que ela guarda, tenha em vista essas três ações pela geração de empregos nas comunidades, trazendo condições melhores de vida e alternativas aos trabalhos ilegais que estão sempre batendo à porta dos jovens amazônidas.

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    ESPECIAL AMAZÔNIA 3/4: PROJETOS E ONGs SÉRIAS NA AMAZÔNIA QUE PODEMOS APOIAR http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-3-4-projetos-e-ongs-serias-na-amazonia-que-podemos-apoiar/ http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-3-4-projetos-e-ongs-serias-na-amazonia-que-podemos-apoiar/#respond Tue, 01 Oct 2019 20:36:52 +0000 http://gogreenbrazil.com/?p=211707 Quem são as pessoas e projetos que trabalham para fazer a diferença na Amazônia? Quais são as necessidades deles e como podemos ajudar? Em nosso primeiro post da série Especial Amazônia Primeiro explicamos a Amazônia brasileira em números e salientamos que não podemos ignorar nossa responsabilidade sobre a maior floresta tropical do mundo. Continuamos explicando […]

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    Quem são as pessoas e projetos que trabalham para fazer a diferença na Amazônia?

    Quais são as necessidades deles e como podemos ajudar?

    Em nosso primeiro post da série Especial Amazônia Primeiro explicamos a Amazônia brasileira em números e salientamos que não podemos ignorar nossa responsabilidade sobre a maior floresta tropical do mundo. Continuamos explicando as 7 principais ameaças à Amazônia e quais são as indústrias por trás do desmatamento. Neste post, falaremos sobre as pessoas que realmente trabalham com as comunidades e a floresta, os projetos sérios e as ONGs que lutam para fazer a diferença e apoiar a proteção ambiental e social.

    Os projetos de desenvolvimento sustentável nas comunidades ribeirinhas são verdadeiras epopeias. Levadas a cabo por pessoas incríveis, que renunciam suas vidas em cidades confortáveis para ajudar e efetivar projetos em regiões remotas, hostis e em condições precárias. O Brasil está entre os países que mais matam ambientalistas e ativistas no mundo, segundo a ONG Global Witness. Em um cenário onde os grandes líderes do agronegócio, mineradoras e mega hidrelétricas são a oposição, quem se arrisca a levantar-se e lutar pelos povos tradicionais e pela floresta?

    Nas iniciativas de produção de castanhas, por exemplo, o planejamento requer desde o manejo das árvores, até a concentração da extração em uma indústria, capaz de processar a castanha, embalar e enviar para os centros consumidores. Processo industrial, logística, marketing, vendas e gestão. Um vocabulário distante das comunidades ribeirinhas e necessário ao desenvolvimento da solução extrativista sustentável, mas que é um caminho com potencial econômico e em muitos casos, até superior à exploração predatória. Por exemplo, o comparativo do açaí com a soja, segundo o professor Raoni Rajão da UFMG, a capacidade produtiva do açaí por hectare é em torno de R$26 mil, enquanto da soja é menos de R$3 mil. Se uma única fruta da floresta Amazônica é hoje um dos alimentos mais famosos no mundo para esportistas e valorizado por sua qualidade nutritiva, quantos outros não estamos dando as costas ao apoiar a monocultura que queima a floresta e contamina os rios com agrotóxicos? Já é tempo de incentivar nossos pesquisadores, valorizar os produtos sustentáveis e gerar retorno econômico com a floresta em pé.

    Quando decidi ir pela primeira vez à Amazônia havia um universo de expectativas dentro de mim. A dura realidade das condições das comunidades me bateu aos poucos, conforme tive a oportunidade de adentrar mais e mais nas regiões remotas do Rio Negro. Meu olhar logo parou em um casal que largou uma vida confortável na Europa para oferecer condições de estudo para crianças ribeirinhas. O que muitas pessoas no mundo e até no Brasil não sabem é que as escolas dessas regiões oferecem ensino multisseriado (todas as idades na mesma classe, com o/a mesmo/a professor/a) e somente até a quarta série, ou seja, cerca de 11 anos de idade. Aquelas que continuam os estudos são as crianças enviadas para a casa de parentes nas cidades, geralmente em situação marginalizada e precária, vulneráveis a abusos e trabalho infantil. Esse casal de europeus sentiu um chamado, aquilo que sentimos quando nossa missão é apresentada e sabemos que não podemos mudar o mundo sozinhos, mas podemos mudar a vida de algumas pessoas e isso já é o suficiente. A Escola VivAmazônia na comunidade do Gaspar, comemora quase 20 anos de trabalho na formação de crianças até o oitavo ano, em uma região acessível somente por 2 dias de barco.

    Tive a oportunidade de conhecer também outro europeu que se casou com uma amazonense e com o apoio de amigos da Suiça criaram juntos a Fundação Almerinda Malaquias, que oferece condições de trabalho por meio da produção de artesanatos de madeira reutilizada da construção naval local para adultos e educação ambiental para crianças. Promover atividades sustentáveis e incentivar ofícios alternativos aos trabalhos ilegais são a melhor forma de oferecer condições para que as comunidades da Amazônia subsistam com a floresta em pé.

    Dentro das atividades que podem ajudar a salvar a Amazônia de suas ameaças, é necessário considerar que muitas comunidades vivem em unidades de conservação de proteção integral. Diferente das unidades de uso sustentável, que permitem a agricultura familiar e outras atividades extrativistas, as unidades mais restritas possuem na produção do artesanato e no turismo suas principais fontes econômicas.

    Diante desse cenário, o que podemos fazer pela Amazônia? Continue lendo mais informações sobre a Amazônia em nosso Especial Amazônia com 3 outros posts sobre: a Amazônia em números, as 7 principais ameaças à Amazônia e o que podemos fazer para salvar a Amazônia.

    O post ESPECIAL AMAZÔNIA 3/4: PROJETOS E ONGs SÉRIAS NA AMAZÔNIA QUE PODEMOS APOIAR apareceu primeiro em Go Green Brazil.

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    ESPECIAL AMAZÔNIA 2/4: AS 7 PRINCIPAIS AMEAÇAS À AMAZÔNIA BRASILEIRA http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-2-4-as-7-principais-ameacas-a-amazonia-brasileira/ http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-2-4-as-7-principais-ameacas-a-amazonia-brasileira/#respond Tue, 01 Oct 2019 20:21:40 +0000 http://gogreenbrazil.com/?p=211696 O post ESPECIAL AMAZÔNIA 2/4: AS 7 PRINCIPAIS AMEAÇAS À AMAZÔNIA BRASILEIRA apareceu primeiro em Go Green Brazil.

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    Foto: Victor Caivano

    Em nosso primeiro post da série Especial Amazônia explicamos um pouco da Amazônia brasileira em números e destacamos que não podemos ignorar nossa responsabilidade sobre a maior floresta tropical do mundo, que possui a maior bacia hidrográfica e o suprimento de água doce do nosso Planeta, além de uma importante participação sobre as mudanças climáticas.

     

    Neste post, apontaremos as 7 principais ameaças à Amazônia atualmente e esclareceremos quais indústrias estão por trás dos objetivos do desmatamento da floresta:

     

    – Pecuária: responsável por quase 70% do desmatamento, as pastagens (em maioria de baixa produtividade), são a maior ameaça.  Estamos destruindo a Amazônia para transformá-la em pasto para gado;

     

    – Agronegócio: fundamentado nos nocivos princípios de latifundiários, maquinários (em detrimento da geração de empregos), agrotóxicos (centenas deles já proibidos em outros países), transgênicos e monoculturas extensivas, como a soja. Os pequenos produtores no Brasil são responsáveis por 70% da produção de alimentos da população, já o agronegócio se dedica à monocultura na produção de grãos que alimentam o gado nacional e internacional;

     

    – Mineração: a existência de minerais valiosos como minério de ferro, alumínio, cobre, ouro, manganês, caulim, estanho e gás transformam a floresta em grandes buracos desmatados, além de contaminar rios e o solo com produtos químicos utilizados na extração dos minérios;

     

    – Mega hidrelétricas: os famosos projetos que prometem levar a energia necessária para o desenvolvimento do país, sem realmente contabilizar os prejuízos socioambientais. O deslocamento de populações de seus territórios tradicionais (sem as devidas indenizações e realocações), o alagamento de enormes áreas de floresta, que significa a perda de habitat de espécies da fauna e flora, o desaparecimento de peixes que não podem mais migrar e que representam o sustento de comunidades inteiras, as profundas mudanças no microclima (temperatura, umidade, regime de seca e inundações forçado, para manter os níveis de água da usina), além das enormes pressões sociais ao deslocar milhares de trabalhadores para cidades pequenas;

     

    – Extração de madeira: o desmatamento em geral significa a perda de habitat das espécies e desequilíbrio do ecossistema, além da extração de árvores escassas e que levam muito tempo para crescer, sem respeitar a capacidade natural de recuperação da floresta;

     

    – Biopirataria, tráfico de animais silvestres e caça ilegal: o tráfico de animais silvestres é a terceira atividade que mais movimenta dinheiro clandestino no mundo (perdendo apenas para drogas e armas) e o Brasil é um dos principais alvos, tendo os peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis e outros animais da fauna Amazônica comercializados ilegalmente. A biopirataria, a apropriação indevida de recursos da fauna e da flora, como patentes internacionais de conhecimentos tradicionais indígenas ou a manipulação de sementes da Amazônia, também são ameaças, como as sementes de seringueira que foram contrabandeadas pela Inglaterra em 1876 para produzir o látex na Malásia com menor custo, quebrando a indústria brasileira de produção da borracha.

     

    – Ocupação irregular e estradas: por todos os motivos acima, uma enorme população se desloca para regiões remotas e se vêm obrigadas a participar de práticas ilegais para sua subsistência, o que resulta na abertura de estradas clandestinas e ocupações irregulares, com condições de vida precárias, violência e marginalização.

     

    De acordo com o líder indígena Ailton Krenak “com o contexto de mudanças climáticas no planeta, a corresponsabilidade dos povos, inclusive dos povos indígenas, é diminuir a intensidade das atividades de regiões onde a ecologia tem o papel regulador do clima planetário, que é o caso da Amazônia, e outras regiões onde os povos indígenas guardam diferentes territórios”. Porém, com um novo governo federal determinado a desmontar as políticas públicas ambientais, já enfraquecidas no país, o cenário se apresenta cada vez mais avassalador.

     

    Diante desse cenário, o que podemos fazer pela Amazônia? Continue lendo mais informações sobre a Amazônia em nosso Especial Amazônia com 3 outros posts sobre: a Amazônia em números, o que podemos fazer para salvar a Amazônia e projetos e ONGs sérias na Amazônia que você pode apoiar.

    O post ESPECIAL AMAZÔNIA 2/4: AS 7 PRINCIPAIS AMEAÇAS À AMAZÔNIA BRASILEIRA apareceu primeiro em Go Green Brazil.

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    ESPECIAL AMAZÔNIA 1/4: A AMAZÔNIA EM NÚMEROS http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-1-4-a-amazonia-em-numeros/ http://gogreenbrazil.com/pt/especial-amazonia-1-4-a-amazonia-em-numeros/#respond Tue, 01 Oct 2019 20:02:05 +0000 http://gogreenbrazil.com/?p=211680 Quanta água doce possui a maior bacia hidrográfica do mundo? Quanto de floresta já foi desmatado? Quantos habitantes a Amazônia possui? Quanto de floresta está protegido? A maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do mundo são apenas alguns dos superlativos que a Amazônia representa. Para se ter uma ideia do volume de água […]

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    Quanta água doce possui a maior bacia hidrográfica do mundo?

    Quanto de floresta já foi desmatado?

    Quantos habitantes a Amazônia possui?

    Quanto de floresta está protegido?

    A maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do mundo são apenas alguns dos superlativos que a Amazônia representa. Para se ter uma ideia do volume de água que estamos falando, todos os dias, o Rio Amazonas deposita no Oceano Atlântico uma quantidade de água doce capaz de abastecer a cidade de Nova York por 9 anos! Quando me deparei com esse dado achei que fosse um exagero, mas quem já presenciou os níveis das águas do Rio Negro (principal tributário do Rio Amazonas) nas estações de seca e cheia, pode afirmar que esse mundo de águas e floresta é real. A Amazônia abrange nove países da América do Sul, entre os quais o Brasil possui a maior parte e 61% do país é compreendido pelo bioma Amazônico, com cerca de 25 milhões de habitantes em nove estados.

    A Amazônia brasileira compreende nove estados do país com uma população de cerca de 25 milhões de habitantes. As comunidades indígenas no Brasil possuem um total de 900 mil pessoas, considerando os dados de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Existem 305 etnias indígenas e 274 idiomas nativos. Mais de 50% deles vivem em Terras Indígenas, que são consideradas as áreas mais protegidas da floresta dentre as unidades de conservação, uma vez que, segundo estudos recentes, enquanto a Amazônia perdeu cerca de 20% de floresta no total de desmatamento, todas as Terras Indígenas perderam apenas 1,9%.

    Reais também são as ameaças a esse bioma e aos povos tradicionais. Com as palavras do pesquisador João Meirelles Filho: “o bioma Amazônico seria como um ar condicionado do Planeta”, uma regulagem do ar e da água, dependente de todo o equilíbrio ecológico do ecossistema, dos fluxos da água e de toda a cadeia da fauna e flora, grande parte existente somente ali. Com todo esse poder, a Amazônia enfrenta todas as investidas para quebra-la, de pé, pacífica e tranquila, ao mesmo tempo hostil e selvagem. Mesmo com suas perdas, segue com a esperança de que os homens encontrem as melhores formas de conviver com ela de forma sábia, retirando o que ela oferece sem coloca-la abaixo.

    IMAZON, 2010

    O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), lançado pelo governo federal em 2002 com apoio de instituições internacionais, tem um papel de grande relevância na melhoria do cenário do desmatamento na Amazônia. Apesar dos dados mostrarem picos ainda mais altos de desmatamento em 2003 e 2004, grandes avanços foram realizados até o Código Florestal ser alterado em 2012, os projetos das mega hidrelétricas como Belo Monte e os constantes incentivos ao agronegócio, demonstrarem que os caminhos não estão seguindo na direção da conservação.

    ARPA, 2017

    O desmatamento já atingiu mais de 76 milhões de hectares nos últimos 40 anos, é o equivalente aos países da Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Austria e Suiça juntos e enquanto tomamos um café ou lemos esse artigo, mais floresta está sendo derrubada e queimada. De acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), entre 2017 e 2018 foi alcançado o maior patamar de desmatamento dos últimos 10 anos, com mais de 7.900km² de floresta derrubada, porém os oito primeiros meses de 2019 registraram um aumento de 92% em relação ao mesmo período de 2018, o que indica a aceleração e o crescimento do desmatamento que deveria seguir na direção contrária. Apesar de, em termos absolutos, a Amazônia possuir grandes áreas protegidas representando 43% do seu território, na prática, a gestão dessas unidades de conservação e a efetividade em seu papel de proteção ficam bastante prejudicadas pelos escassos recursos dos órgãos gestores e pelas pressões e ameaças ilegais sobre esses territórios.

    Diante desse cenário, o que podemos fazer pela Amazônia? Continue lendo mais informações sobre a Amazônia em nosso Especial Amazônia com 3 outros posts sobre: as 7 principais ameaças à Amazônia, o que podemos fazer para salvar a Amazônia e projetos e ONGs sérias na Amazônia que você pode apoiar.

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    Cachoeira da Fumaça entre as maiores cachoeiras do Brasil, a primeira acessível em um único dia de trilha http://gogreenbrazil.com/pt/cachoeira-da-fumaca-entre-as-maiores-cachoeiras-do-brasil-a-primeira-acessivel-em-um-unico-dia-de-trilha/ http://gogreenbrazil.com/pt/cachoeira-da-fumaca-entre-as-maiores-cachoeiras-do-brasil-a-primeira-acessivel-em-um-unico-dia-de-trilha/#respond Tue, 25 Jun 2019 21:34:57 +0000 http://gogreenbrazil.com/?p=211356 O post Cachoeira da Fumaça entre as maiores cachoeiras do Brasil, a primeira acessível em um único dia de trilha apareceu primeiro em Go Green Brazil.

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    Aline Tiagor

    Muitas dúvidas pairam sobre qual é a maior cachoeira do Brasil. Esse fato se deve, em grande parte, pela dificuldade de acesso às cachoeiras gigantes. Como poucas pessoas estiveram nestes locais, fica difícil comprovar e garantir exatamente qual é a cachoeira que pode levar o título de mais alta do país. Mas em um ponto, a maioria dos pesquisadores da área concordam: acessível em apenas um dia de trilha, a Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina, leva o título de mais alta com melhor acesso!

     

    Em termos mundiais a discussão também existe. As 3 maiores cataratas do mundo competem em categorias distintas: volume d´água, altura e extensão. A catarata do Niágara (considerando os dois lados: Canadense e Norte Americano) possui 930m de extensão e cerca de 35 a 57m de altura, com o maior volume d´água em suas quedas. Enquanto isso, a catarata de Victória, na fronteira dos países africanos Zâmbia e Zimbabwe, é a mais alta do mundo com 128m de altura e 1.500m de extensão. A nossa participação, a catarata de Iguaçu, na fronteira do Brasil e Argentina leva o título de mais extensa, com 275 cachoeiras, 2.700m de extensão e cerca de 60 a 82m de altura.

     

    O embate da maior cachoeira do Brasil gira em torno de El Dorado, a massiva cachoeira com grande volume d´água e queda única que fica na Serra do Aracá, no estado do Amazonas, nos tepuis da Amazônia ocidental e próxima ao Monte Roraima e Pico da Neblina. Essa cachoeira gigante é registrada com 353m de altura e acessível somente em uma expedição selvagem de 10 dias, sendo 6 dias de barco e 4 dias de trekking em floresta densa e fechada. Quem já foi diz que o espetáculo é indescritível, o volume d´água é realmente intenso, o entorno de floresta Amazônica intocada e os abismos cravados nas altas montanhas completam a magia do tesouro perdido.

     

    Recentemente El Dorado perdeu o seu posto de número 1 quando pesquisadores descobriram uma cachoeira gigante no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, na região serrana do Rio de Janeiro. A expedição de 10 dias, com ares de odisséia e elevado nível técnico de montanhismo, revelou a Cachoeira da Neblina. A descoberta pelo grupo de renomados estudiosos, durante pesquisa sobre a bacia hidrográfica da região, registra que a cachoeira possui mais de 450m de altura! Mas para chegar lá, somente com a experiência de atletas e montanhistas de alta performance.

     

    Segundo o ranking atualizado das mais altas quedas d´água do Brasil, do Projeto Cachoeiras Gigantes, outras duas cachoeiras localizadas no Monte Roraima/RR figuram como maiores que El Dorado e menores que a Neblina. As Nascentes Norte e Sul do Rio Cotingo possuem 375m e 365m de altura respectivamente. Mas além de serem menos famosas, também possuem acesso bastante difícil e logística complexa.

     

    Chegamos então, na nossa querida Cachoeira da Fumaça no Parque Nacional da Chapada Diamantina! Ela, que não se esconde dos visitantes que desejam conhecer sua beleza e sua dança nos paredões dos cânions que a abraçam. Seus 340m de queda livre, proporcionam verdadeiros espetáculos nas diferentes estações do ano, seja com forte volume d´água depois das chuvas ou quando seu volume é apenas um filete, que vaporiza pelo vale antes de conseguir chegar ao fundo, criando a famosa cortina de Fumaça!

     

    A trilha para a Cachoeira da Fumaça pode ser, portanto, considerada a mais acessível dentre as cachoeiras gigantes do Brasil. Alcançada em apenas um dia, caminhando 12km (ida e volta) para chegar ao topo e apreciar o abismo da queda e o visual panorâmico das montanhas. Outras trilhas também podem ser realizadas no entorno da Cachoeira da Fumaça, como a saída por Lençois caminhando pelo leito do rio até o poço, ou a saída pelo Vale do Capão em direção a Lençois, um trekking selvagem de 36km, realizado em 3 dias.  

     

    Não deixe de conhecer a cachoeira mais alta com melhor acesso do Brasil! Venha para a Chapada Diamantina e aproveite muitas outras surpreendentes cachoeiras do Parque Nacional!

     

     

     

    Fontes:

    https://www.facebook.com/marcio.bortolusso/posts/2093254864064321?notif_id=1542098191886109&notif_t=feedback_reaction_generic

    https://quantocustaviajar.com/blog/amazonas-serra-do-araca/

    https://www.facebook.com/cachoeiras.gigantes/

    https://www.6hardxpeditions.com/a-expedicao?fbclid=IwAR3gRxjQbtTsROWH1Z4EzIWJ9LE6wYfAaqEz-

    JXeTauwcqQs7M-ecOEjmJw

    Mais informações sobre o projeto da ONG Cachoeiras Gigantes, que estuda e classifica as cachoeiras do Brasil, podem ser encontradas aqui: https://www.facebook.com/cachoeiras.gigantes/

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